History

Nov 11, 2011

Ministra insta investigadores a aprofundarem factos da cultura tradicional


Category: News
Posted by: laurinda
 
Luanda – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva disse em Luanda, que os investigadores da nova vaga devem trilhar o legado deixado por pesquisadores como Óscar Ribas e Jorge Macedo, referente ao descobrimento de mais factos da cultura tradicional do país.
 
A governante, que falava à imprensa na gala do Prémio Nacional de Cultura e Arte, fez saber que durante as visitas efectuadas ao país verifica-se que alguns aspectos da cultura precisam de  ser melhor trabalhados e identificados, por exemplo, os focos de desenvolvimento cultural nos mais variados domínios.
 
Estes aspectos que se devem identificar prendem-se por exemplo com a música, porquanto o festival da música e da dança tradicional deve ser feito repetidas vezes para mostrar que a dança tradicional não é bem o que se está habituado a assistir, a sua recreação também não é bem a que se está a passar.
 
Porquanto, disse, “há a necessidade de se divulgar mais para que se possa valorizar mais e sobretudo respeitar essa mesma tradição, penso há alguma violação que as vezes é feita e se denota algum desrespeito a cultura”.
 
De acordo com a governante, existem trabalhos de estudiosos como Óscar Ribas, que falou e escreveu muito sobre a cultura tradicional e é preciso que se vá ao encontro dela para projectá-la com os novos “ventos” da modernidade.
 
O que Jorge Macedo fez e outros artistas estão a fazer é um exercício que convoca a todos conhecer o interior de Angola que tem ainda muito para dar a conhecer aos angolanos e ao mundo.
 
O referido prémio foi vencido na disciplina de literatura pela escritora Maria Eugénia Neto, autora do clássico “E na floresta os bichos falaram”, que arrebatou o prémio “pela sua contribuição e persistência na valorização da literatura infanto-juvenil, numa altura em que se procura, cada vez mais, promover o gosto pela leitura, reflexão e espírito crítico, principalmente no seio das novas gerações”. 
 
O Ballet Tradicional Kilandukilu, grupo que tem estado na expectativa desde a criação do Prémio, venceu pelo conjunto da obra, e foi considerada “a trajectória de 27 anos ininterruptos, de persistência artística no domínio da dança tradicional e popular recreativa”.
 
O escritor Jorge Morgado, cuja importância dispensa muitos comentários, é detentor de uma qualidade irrepreensível, assente numa sensibilidade criativa ímpar no país. Conhecido percussionista, com mais de 50 anos de carreira activa, ininterrupta, foi considerado, pelo respeito que granjeia de várias gerações dos centros urbanos de todo o país e além-fronteiras. 
 
Tomás Ferreira, vencedor na categoria de cinema e audiovisuais, foi considerada “a responsabilidade, abnegação, rigor, seriedade e determinação, tendo em consideração os valores mais supremos da cultura nacional, com os trabalhos “Stop SIDA” e “Angola chama-te”. 
 
O grupo Vozes de África, do Huambo, venceu este ano “pelo esforço que tem vindo a desenvolver para manter vivo o teatro na região, transformando-se num caminho incontornável para o surgimento de novos grupos na comunidade”. 
 
O artista plástico Mendes Ribeiro venceu “pelo elevado valor artístico do conjunto da sua obra, desenvolvido ao longo de 37 anos de carreira, dando um forte contributo ao desenvolvimento das artes em Angola. 
 
Por último, Vladimiro Fortuna venceu o prémio no domínio da investigação em ciências sociais e humanas, com a obra “Angolanos na Formação dos Estados Unidos da América”, que o júri considerou relevante e pertinente, pelo “interesse que o livro representa para o estudo científico da historiografia angolana sobre o quotidiano da diáspora nesta região do globo”.